S.A.V.A SOLIDARIEDADE A VIDA ANIMAL
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CRÔNICAS

SABE QUE EU ADORO ANIMAIS

Desde de criança sempre gostei de animais, queria fazer veterinária, mas por imposição de meus pais, segui outra carreira. Quando vejo algum na rua com sarna, atropelado, debilitado, viro o rosto para não ver, quando dá mudo de até de calçada, tenho muita dó, não gosto nem de olhar.

Quando escuto meu vizinho batendo no seu cão, tampo meus ouvidos para não ouvir. Não passo em frente a casa ao lado da minha ,pois lá tem um cãozinho amarrado em uma corrente muito curta, sem água e sem comida, ele está muito magro, dá pena de ver. Não alimento os bichinhos da minha rua, porque tenho muita dó, não gosto nem de chegar perto. Quando minha cachorra deu cria, para não me apegar nos filhotinhos, peguei eles ainda com os olhinhos fechados, arrumei direitinho dentro de uma caixa de papelão e deixei em frente a um Pet Shop , tenho dó de deixar na rua . SABE....EU ADORO ANIMAIS .

Uma vez quando eu morava numa casa com quintal, tinha um cão de porte médio, ele era muito inteligente, ia me esperar no portão todos os dias, era meu amigão , mas daí tive que me mudar para um apto e não pude levá-lo, então com muita dó , mandei para a protetora dos animais, sabe que nunca mais tive noticias dele!!!!, Mas era meu companherão..... Há!! SABE....EU ADORO ANIMAIS Tive uma vez também um cachorrinho, muito alegre muito brincalhão que gostava de dar umas voltinhas na rua, depois de dois dias , percebi que ele não voltou, então meu vizinho disse que a carrocinha o tinha levado , NOSSA!! Fiquei com um aperto no coração, SABE.....EU ADORO ANIMAIS

Em um domingo lindo ensolarado, estava indo para uma festa , quando quase tropecei em um cachorrinho atropelado, você não vai acreditar!! Sabe o que fiz?? Ligue para a protetora dos animais, ela prontamente me pediu o endereço para poder buscá-lo, minha consciência não ia ficar tranqüila sabendo que o animalzinho estava agonizando ali na calçada fria e suja. Não ia conseguir me divertir. Mais tarde liguei para saber se ela tinha ido buscar, ela me disse que estava com ele em um hospital veterinário e que ia se salvar, ela disse também que estava deixando lá vários cheques pré-datados, coitada!! Fiquei com dó dela. Depois disto TUDO que fiz, consegui me divertir na festa e o cãozinho se salvou TUDO !!! graças a minha ligação SABE.....EU ADORO ANIMAIS

Autora: Arlete D.Martinez

Como você pode?

Quando era um filhote, eu o distraia com minhas travessuras e o fazia rir.
Você me chamava de sua criança e, apesar de um certo número de sapatos mascados e um par de almofadas destruídas, eu me tornei sua melhor amiga.
Sempre que eu fazia algo errado, você chacoalhava seu dedo para mim e dizia: "Como você pôde" - mas depois você se arrependia e me rolava no chão para me coçar a barriga.
Meu treinamento demorou um pouco mais do que o esperado porque você estava ocupado demais, mas, juntos, nós conseguimos dar um jeito... Eu me lembro daquelas noites em que me aninhava a você na cama e ouvia suas confidências e sonhos secretos - e acreditava que a vida não poderia ser mais perfeita. A gente fazia longos passeios e corridas no parque, andava de carro, e parava para um sorvete (eu ganhava só a casquinha porque "sorvete não faz bem para cães" você dizia) e eu tirava longos cochilos ao sol enquanto aguardava sua volta para casa ao final do dia.
Aos poucos você passou a gastar mais tempo no trabalho e com sua carreira e levava mais tempo procurando por uma companheira humana. Eu esperei por você pacientemente, confortei-o em suas mágoas e desilusões, nunca o repreendi por suas escolhas ruins, e vibrei de alegria nas suas vindas para casa e quando você se apaixonou...
Ela, agora sua esposa, não é uma "apreciadora de cães" - ainda assim eu a recebi em nossa casa, tentei mostrar-lhe afeição, e a obedeci. Sentia-me feliz porque você estava feliz.
Então vieram os bebês humanos e eu reparti com você o entusiasmo. Eu estava fascinada por seus tons rosados, seu cheiro, e queria muito cuidar deles também. Mas ela e você tinham medo de que eu pudesse machucá-los, e eu passei a maior parte do tempo sendo banida para outra sala, ou para a casinha de cachorro..
Oh, como eu queria tê-los amado, mas eu me tornei uma "prisioneira do amor." À medida que foram crescendo, me tornei amiga deles. Eles se agarravam ao meu pêlo e se levantavam sobre perninhas trôpegas, enfiavam os dedos em meus olhos, examinavam minhas orelhas, e davam beijos em meu nariz. Eu adorava tudo isso, e o toque de suas mãozinhas - porque o seu toque agora era tão raro e eu os teria defendido com minha própria vida, se fosse preciso.
Eu me esgueirava para suas camas e escutava suas inquietações e sonhos secretos, e juntos esperávamos pelo barulho de seu carro no caminho.
Houve um tempo, quando alguém perguntava se você tinha cachorro, em que você tirava uma foto minha de sua carteira e contava histórias sobre mim. Nos últimos anos você apenas respondia "sim" e mudava de assunto.
Eu passei de "seu cão" para "apenas um cachorro" e você reclamava de cada gasto que tinha comigo.
Agora você tem uma nova oportunidade de carreira em outra cidade , e vocês irão se mudar para um apartamento onde não permitem animais. Você tomou a decisão acertada para sua "família", mas houve um tempo em que eu era sua única família.
Fiquei excitada com o passeio de carro até que chegamos ao abrigo de animais. O local tinha cheiro de gatos e cães, de medo, de desesperança. Você preencheu a papelada e disse "Sei que vocês encontrarão um bom lar para ela"... Eles deram de ombros e lançaram a você um olhar compadecido. Eles compreendem a realidade que espera um cão de meia idade, mesmo um com "papéis".
Você teve que desgarrar os dedos de seu filho de minha coleira enquanto ele gritava "Não, papai! Por favor, não deixe que levem meu cão!". E eu me preocupei por ele, e com a lição que você tinha acabado de lhe dar sobre amizade e lealdade, sobre amor e responsabilidade, e sobre respeito por todo tipo de vida.
Você deu um afago de adeus em minha cabeça, evitou meu olhar e, polidamente, recusou levar minha coleira e guia com você. Você tinha um tempo-limite para encarar e agora eu também tenho um.
Depois que você partiu as duas simpáticas senhoras que o atenderam comentaram que você provavelmente soube meses atrás da mudança que ocorreria e não fez nenhuma tentativa de encontrar um novo lar para mim.
Elas sacudiram a cabeça e disseram "Como você pôde?".
Elas são tão atenciosas para nós aqui no abrigo quanto seus ocupados horários permitem. Elas nos alimentam, é claro, mas eu perdi meu apetite dias atrás. De início, sempre que alguém passava pelo meu alojamento, eu corria para a frente, na esperança de que fosse você - que você tivesse mudado de idéia - que isto fosse tudo um sonho mau.... ou eu esperava que ao menos fosse alguém que se importasse, alguém que pudesse me salvar.
Quando percebi que não poderia competir com os alegre filhotes,inconscientes de seus próprios destinos, nas brincadeiras para chamar atenção, afastei-me para um canto distante, e aguardei.
Ouvi seus passos quando ela veio até mim ao final do dia, e a segui ao longo do corredor para uma sala separada. Uma sala deliciosamente silenciosa. Ela me colocou sobre a mesa, acariciou minhas orelhas, e disse-me para eu não me preocupar. Meu coração se acelerou na expectativa do que estava para vir, mas havia também uma sensação de alívio. A prisioneira do amor havia esgotado seus dias.
Como é de minha natureza, estava mais preocupada com ela. O fardo que ela carrega é demasiado pesado, e eu sei disso, da mesma maneira que conhecia cada um de seus humores. Ela gentilmente colocou um torniquete em volta de minha perna dianteira, enquanto uma lágrima corria por sua face. Lambi sua mão do mesmo modo como costumava fazer para confortar você há tantos anos.
Ela habilmente espetou a agulha hipodérmica em minha veia. Quando senti a picada e o líquido frio se espalhou através de meu corpo, deitei a cabeça sonolenta, olhei dentro de seus olhos gentis e murmurei "Como você pôde?".
Talvez por ter entendido meu linguajar canino, ela disse "Sinto tanto!", abraçou-me e apressadamente explicou que era seu trabalho fazer com que eu fosse para um lugar melhor onde não seria ignorada, ou maltratada ou abandonada, nem ter que me virar para sobreviver - um lugar de amor e luz, tão diferente deste lugar terrestre.
E com minha última gota de energia tentei transmitir -lhe com uma sacudidela de minha cauda que meu "Como você pôde?" não era dirigido a ela.
Era em você, Meu Amado Dono, que eu estava pensando. Pensarei em você e esperarei por você eternamente.
Possa alguém em sua vida continuar a demonstrar-lhe tanta lealdade.

"Como você pôde"

Jim Willis

Tributo de um Cão

templatemo.com

O Mais altruísta dos amigos que um homem pode ter neste Mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra Ingratidão ou deslealdade, é o cão”.

Senhores jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente. Quando só ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que aparecem nos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá. Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como o sol na sua jornada através do firmamento.
Se o infortúnio arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel pede o privilegio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo, para lutar contra seus inimigos.
E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na laje fria, não importa que todos os amigos sigam seu caminho: lá ao lado de sua sepultura se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes, mas em atenta observação, fé, confiança, mesmo à morte. !

“Este tributo foi apresentado ao júri pelo ex-senador George G.vest
(então advogado),que representou o proprietário de um cão morto
a tiros,propositadamente pelo vizinho.O fato ocorreu há um século
Na cidade de Warrensburg,Missori,nos Estados Unidos da América.
O senador ganhou o caso e hoje existe uma estátua do cão na cida-
de e seu discurso está escrito na entrada do tribunal de justiça,ainda
Existente na cidade.”

Diário de um Cão

1ª semana - Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo !
1 mês - Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar !
2 meses - Hoje me separaram de minha mamãe.
Ela estava muito irrequieta e, com seu olhar, disse-me adeus.
Espero que a minha nova "família humana " cuide tão bem de mim como ela o fez.
4 meses - Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como " irmãozinhos ".
Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.
5 meses - Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz "pipi " dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo.Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar.
8 meses - Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido...

Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço.
12 meses - Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim !
13 meses - Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra.
Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.

15 meses - Já nada é igual... moro na varanda. Sinto-me muito só.
Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede.
Quando chove, não tenho teto que me abrigue...
16 meses - Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia !
Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. "
Ouçam, Esperem ! "lati...esqueceram de mim... Corri atrás do carro com todas as minhas forças. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido !
17 meses - Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar.
Estou e sinto-me perdido ! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minh'alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém! Mas somente dizem: " pobre cãozinho, deve ter se perdido. "
18 meses - Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus " irmãozinhos " Me aproximei e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras " para ver quem tinha melhor pontaria ".Uma dessas pedras, feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.
19 meses - Parece mentira. Quando estava mais bonito, tinham compaixão
de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou.
Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me num pequena sombra.
20 meses - Quase não posso mover-me ! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou ! Eu estava no lugar seguro chamado "calcada ", mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me.
Oxalá me tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor é terrível ! Minhas patas traseiras não me obedecem e, com dificuldade , arrastei-me até a relva, na beira do caminho. Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer.
Já não posso mexer-me !A dor é insuportável ! Sinto-me muito mal; fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo está caindo...
Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: " não chegue perto". Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. "Pobre cãozinho, olha como te deixaram ", dizia... junto com ela estava um senhor de avental branco.
Começou a tocar-me e disse: "Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio ". " É melhor que pare de sofrer ". A gentil dama, com as lágrimas
rolando pelo rosto, concordou.
Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em por que tive que nascer, se ninguém me queria...
Amigos, a solução não é abandonar um cão na rua, mas sim educá-lo. Não transforme em problema tão grata companhia.
Ajude a abrir a consciência dos ignorantes e, assim, poder acabar com os maus tratos aos animais, especialmente com o problema de cães de rua.

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